Grupos Maristas do RS

Maria, mulher-mãe-educadora...

Mística da PJM, Dica de Encontro,

Pensar em Maria, em relação às juventudes, é fazer memória de uma jovem que viveu desafios, alegrias e que teve que tomar decisões que mudariam sua vida a partir da fé. Maria não imaginava o impacto de seu “SIM”. Contudo, arriscou! Ela consagrou sua juventude Àquele que é “o Caminho, a verdade e a vida”! A jovem Maria foi portadora da Boa Nova!

Maria jovem, empobrecida, morava em uma cidadezinha sem expressão entre as montanhas da Palestina, possivelmente analfabeta como era o costume da época, em que somente os homens sabiam ler e escrever. Maria tinha um sonho, que era o de todas as mulheres da época: arrumar um bom casamento e criar bem seus filhos. A história de Maria ensina os/as jovens a ter esperança e a ser resilientes diante das agruras que os assolam. O “SIM” de Maria é frutífero, de vida às juventudes, de esperança, de ensinar a sonhar!

Ela foi capaz de mudar seu projeto de vida a partir de um convite inesperado. Maria viveu encarnada na realidade de seu povo, conhecia bem as suas necessidades, pois ela mesma experimentava isso. Isso lhe deu propriedade para proclamar seu Cântico (Lc 46-55). Sensível às necessidades da época e aos apelos de Deus, Maria acolheu o convite do Senhor para ser a Mãe do Salvador. O convite está ligado à dimensão do Serviço, da disponibilidade, da acolhida ao Novo.
 
Não podemos esquecer também que, no Brasil, por estarmos comemorando os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) instituiu o Ano Nacional Mariano. Como afirma o Papa Francisco: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. O Papa traz a reflexão a partir do texto evangélico da pesca frustrada dos discípulos que, ao levarem em conta a palavra de Jesus, realizaram a “pesca milagrosa” (Jo, 21). O mesmo aconteceu com os pescadores, há trezentos anos, no Rio Paraíba do Sul quando, frustrados pela fraca pesca, suas redes retiraram das águas a imagem negra da então nomeada Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
 
Sugestões de atividades:
  • Colocar a frase do Papa Francisco no centro da sala e refletir sobre ela: “Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto”;
  • Conversar sobre grandes mulheres, mães, personalidades e perceba o que elas têm em comum;
  • Escolher uma música que faça relação para refletir e cantar com o grupo;
  • Escolher um gesto para fazer com o grupo (escrever uma mensagem para uma mulher, uma mãe, pode ser individual, coletiva, ser enviada por WhatsApp, escrita à mão) o importante é fazer o reconhecimento da sua importância nas nossas vidas;
  • Rezar a oração (Invocação à Mariama) de Dom Helder de Câmara.
Invocação à Mariama¹
 
Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!
Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra. Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver. Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
 
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem.
É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
 
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão.
É Evangelho de Cristo, Mariama.
 
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grandes problemas humanos.
 
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz.
 
Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
 
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
 
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos. De irmãos não só de nome e de mentira. De irmãos de verdade, Mariama.
 
1 Esta oração de Dom Helder nos faz refletir sobre a razão de viver e mais importante, o amor ao/à próximo/a. foi rezada na missa dos quilombos celebrada em 20 de novembro de 1981, em Recife (PE), para mais de 8 mil pessoas. Teve a participação de Dom Pedro Casaldáliga e procurou denunciar as consequências da escravidão e do preconceito no Brasil. Você sabe quem foi Dom Helder? Pesquise sobre ele e vai descobrir uma pessoa que dedicou sua vida à causa da Civilização do Amor. Confira o áudio da oração abaixo.
 
Referências:
Texto base da linha institucional da Rede Marista (2017).
 
Sugestão de leitura:
UMBRASIL (2011). Maria e os jovens / Pastoral Juvenil Marista. (Coleção Cadernos da PJM, nº 5). Brasília, DF: FTD. 
 
Texto: Karen Theline Cardoso dos Santos da Silva | Assessora da Coordenação de Pastoral da Rede Marista e integrante da Equipe Provincial da PJM 2017.