Grupos Maristas do RS

Um sonho para todas as dioceses do mundo

Mística da PJM,

Sensibilizado pelas necessidades dos jovens de seu tempo, Marcelino sente a urgência de incluir no seu projeto de vida a educação cristã da juventude. Dizia: “Não posso ver uma criança sem sentir o desejo de fazer-lhe compreender quanto Jesus Cristo a ama”. Esse encanto surge das suas experiências com Deus, por isso compartilha sua fé e carisma com entusiasmo, em prol das crianças e jovens, vivendo no meio deles. Sente logo a urgente necessidade de preparar seus colaboradores, pois, a missão que se apresentava era muito grande. A resumia assim: “tornar Jesus Cristo conhecido e amado”.

Com o passar do tempo e, apaixonado pelo Reino de Deus, mas também consciente das imensas carências da juventude do seu tempo, inicialmente se aproxima de alguns jovens que se apresentaram com pouca cultura e, torna-os, apóstolos generosos, o que ajudou a transmitir a missão a várias dioceses no mundo. Esse processo se deu, porque tinha a convicção de que Deus acompanhava todos os seus passos e projetos e, sendo assim, colocou nele toda a esperança. Em um dos seus salmos, citava muito o Salmo 126 que passou a ser o seu preferido: “Se o Senhor não constrói a casa em vão trabalham seus construtores”.

Sabemos que é necessário abertura para dialogar com as culturas juvenis, pois assim é possível fazer acontecer uma interação mais afetiva e efetiva, e os espaços para a socialização são fundamentais para a construção da identidade do grupo. É Jesus quem inspira essa relação/aproximação com os jovens, o que exige o acolhimento de questões pessoais, das potencialidades e dos sonhos de cada um.

Assim fazemos acontecer a fraternidade e ajudamos os jovens a serem semeadores de esperança.

“Salmo 126 – O preferido de Champagnat”

“Se Javé não constrói a casa, em vão labutam os seus construtores.

Se Javé não guarda a cidade, em vão vigiam os guardas.

É inútil que vocês madruguem e se atrasem para deitar, para comer o pão com duros trabalhos:

aos seus amigos, ele o dá enquanto dormem!

A herança que Javé concede são os filhos, seu salário é o fruto do ventre:

os filhos da juventude são flechas na mão de um guerreiro.

Feliz o homem que enche sua aljava com elas:

não será derrotado nas portas da cidade quando litigar com seus inimigos”

Texto: Ir. Rodinei Siveris – Assessor da Coordenação de Pastoral


Foto: Jaqueline Debastiani