Grupos Maristas do RS

A beleza de ser um eterno aprendiz

Mística da PJM,

Acompanhamento: o encontro

O acompanhamento nasce da acolhida, nasce de um encontro.

Um acompanhamento que não se fundamenta no encontro estará fazendo de conta, cumprindo tabela e não estará fazendo o seu papel, cumprindo sua missão. No acompanhamento aprendemos juntos no conviver, no repartir o pão, na partilha de iguais, na construção com os diferentes.

Não há crescimento na fé sem acompanhamento, e não há acompanhamento sem acompanhante. Um bom acompanhante necessita:

- Conhecer e compreender o fenômeno juvenil. Conhecer os adolescentes e jovens em sua realidade. Não buscamos amizade e confiança de outra pessoa, se antes não vemos algo que nos cative, que nos convença, que nos atraia, que dê sentido às aspirações mais profundas do nosso coração;

- Ser um educador na fé. Refletindo seu papel pedagógico na relação com o sujeito;

- Saber reconhecer o potencial juvenil e que os adolescentes e jovens são os protagonistas, mas que não caminham sozinhos. Não precisa de assessores/as intermediários, precisam de companheiros de missão, alguém próximo, que constrói caminho junto.  

 

Acompanhamento: a presença

O acompanhamento juvenil é a presença. A presença, o exemplo, as conversas são construtores de uma relação de proximidade, de um seguimento de perto, enxergando o adolescente e o jovem na sua formação integral. CON – VIVER, no verdadeiro sentido da palavra requer dos dois cumplicidade, conhecimento e partilha. Precisa o acompanhado conhecer o acompanhante e o acompanhante conhecer o acompanhado. É necessário criar comunidade, fazer caminho caminhando.  

 

Acompanhamento: um olhar pedagógico

(Lc 24, 13-35)

No encontro de Jesus com os discípulos de Emaús podemos refletir sobre o modelo pedagógico do acompanhamento, a partir da aproximação, respeito, aculturando-se ao outro, partindo da realidade, sendo presença nessa convivência.

A postura de Jesus nesse acompanhamento é de escuta, provocação e partilha. Dá voz e atenção aos jovens, primando pela acolhida e o diálogo. Respeita e acolhe os sonhos. Visualizam esperança juntos. Cultivam a partir do Cuidado a socialização e a vivência no grupo.

Gonzaguinha nos fala na beleza de sermos aprendizes na vida, de viver a beleza da felicidade e da esperança. O encontro, a presença e convivência no caminho revelam a arte do acompanhamento que respeita e reconhece o outro como companheiro, aquele que nos ensina a viver e vive conosco.

 

Referências:

CELAM. Assessoria e Acompanhamento na Pastoral da Juventude. Conclusões e subsídios do 9º Encontro Latino-americano de PJ. São Paulo: CCJ, 1994.

INSTITUTO DOS IRMÃOS MARISTAS. Evangelizadores entre os Jovens: documento de referência para o Instituto Marista, volume 1 / Comissão Internacional da Pastoral da Juvenil Marista. São Paulo: FTD, 2011. 

Texto: Karen Theline Silva | Assessora da Coordenação de Pastoral 

 
Imagem do documento: Evangelizadores entre os jovens
O itinerário dos discípulos de Emaús – Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles