Grupos Maristas do RS

Juventude missionária, inquieta e solidária

Mística da PJM,

Juventude Missionária (Zé Vicente) 

Do Reino da Justiça, alegres mensageiros,

Profetas, companheiros, vivendo pela paz.

Em Cristo batizados, ao mundo enviados,

Nós somos missionários do amor que Deus nos traz!

Juventude Missionária

Inquieta e Solidária! 

Nós temos nossas mãos e os corações abertos

Pra, no momento certo, fazer o amor brilhar.

A fé nos enriquece, servindo a gente cresce,

Aos pobres e excluídos, queremos nos doar!

Juventude Missionária

Inquieta e Solidária! 

Um mundo nós sonhamos, sem muros, sem fronteiras,

Sem ódios, sem barreiras, sem preconceito e dor.

A terra-mãe cuidada, a vida respeitada,

Culturas dialogando e revelando o seu valor!

Juventude Missionária

Inquieta e Solidária! 

Na Rede da Irmandade, na juventude em festa,

De Deus se manifesta a graça, a compaixão!

Unidos com Maria, fiéis a cada dia,

Alegres celebremos nossa vida em missão!

Juventude Missionária

Inquieta e Solidária! 

O cantor e compositor Zé Vicente, nesta canção, traz a beleza, a alegria e o encantamento da juventude missionária, convocada para a continuidade da construção do Reino de Deus, instaurado pelo jovem mestre Jesus. É uma real possibilidade do encontro dos sentidos de vida, de existência, com a missão que nasce do coração de Deus: resgatar a humanidade e sua essência: o amor. 
Não é possível, para quem tem um coração sensível a Deus e ao seu chamado, permanecer inerte, sem causas, sem sentidos, diante dos fatos da vida. Além disso, o ser missionário leva à atitude de ser protagonista e construtor da história. O refrão diz: “Juventude, missionária, inquieta e solidária”. A inquietude, a insatisfação, as buscas, fazem parte inerente do ser humano “acordado” para a humanidade. Essas atitudes trazem presente características próprias do “ser jovem”. 
A força da vida está presente em todas as gerações que a alimentam, mas é no coração das juventudes que ela encontra um espaço privilegiado. Sua força, seus gritos, seus sorrisos, seus passos, suas presenças, suas existências são transformadoras. Sua inquietude, decorrente do despertar de seu coração, é solidária, capaz de sentir a dor do outro e buscar superar as causas dessa exclusão, ou ao menos fazer algo para que as pessoas sintam o quanto Deus as ama, assim como sonhou o coração do jovem Champagnat.
Pelo batismo, a fé move o jovem a caminhar e a anunciar que o amor é a essência da vida, e as atitudes decorrentes dessa consciência e encontro com o coração, o levam a viver e a experienciar a verdadeira humanidade em seus sentidos mais profundos de solidariedade, como diz o cantor: “no momento certo fazer o amor brilhar”.
Sonhamos um mundo da comunhão das culturas, onde o amor é o ponto de encontro das pessoas, onde as fronteiras não existem, onde o encontro das humanidades é possível e realizador, pelo próprio sentido da existência de todas as gentes, e não só, mas também pelo sentido e existência de todas as criaturas que vivem em nosso planeta, como alimentadoras da vida. O Universo conspira e aspira a este encontro e a esta harmonia, e o caminho, pelo qual acreditamos, é o evangelho de Jesus, em seu anúncio de vida: “eu vim para que todos(as) tenham vida” (Jo 10, 10).
A canção “Juventude Missionária”, de Zé Vicente cantor e compositor das realidades vivas da vida, das experiências populares, dos sentidos comunitários e pessoais pelas causas do Evangelho, desperta os sentidos das juventudes a serem missionárias,  inquietas e solidárias na construção do Reino. Zé Vicente, não é somente um cantor, mas um poeta do povo e de suas realidades. Canta o que nasce da terra e das experiências comunitárias. Seu jeito de ser lembra a presença profética de nosso querido Papa Francisco, com um jeito simples, popular e profundo. Como ele falou aos jovens: “Bote fé que a vida terá novo sabor. Bote fé, bote a esperança e bote o amor”, e continuou: “Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e solidário”. Na comunidade da Rocinha denunciou: “Não há esforço de pacificação duradouro com uma sociedade que abandona parte de si mesma”. Zé Vicente é assim, como Maria, cantor das humanidades do povo, das comunidades peregrinas na fé, das utopias, das esperanças.
Juventude missionária: em festa, solidária, em rede, conectada, fraterna, é a manifestação de Deus pelas causas da vida. 

        

            Texto: Gustavo Balbinot | Coordenação de Vida Consagrada e Laicato da Rede Marista