Grupos Maristas do RS

#PelaReformaPolítica

Multimídia, Para Baixar, PJM, Sobre Juventudes,

Os milhões de brasileiros, entre eles muitos jovens, que em junho e julho de 2013 saíram às ruas por transporte, saúde e educação de qualidade revelaram lacunas expressivas entre o povo e as instituições – Judiciário, Executivo e o Legislativo, sobretudo o Congresso Nacional. Nos cartazes, faixas e rostos pintados também diziam que a política atual não representa essa juventude, que quer mudanças profundas na sociedade brasileira.
As mobilizações tornaram ainda mais evidente a necessidade de uma reforma do sistema político e a abertura de novos caminhos para o atendimento das demandas e aspirações requeridas pela maioria da população, como educação, saúde e transporte públicos de qualidade, etc. Problemas que em grande parte, porque a solução depende da aprovação de um conjunto de reformas, entre as quais, a reforma urbana, reforma agrária, reforma tributária e democratização dos meios de comunicação. A aprovação destas reformas, por sua vez, depende do Congresso Nacional.

Para tanto a sociedade civil, por meio de diversos movimentos populares, organizou dois movimentos complementares: a Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições limpas e o Plebiscito Constituinte. O principal objetivo de ambas é discutir com a população e propor mecanismos de contraponto e mudança do sistema político vigente.

A Coalização composta por 95 entidades, movimentos e organizações sociais, iniciada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), desenvolveram o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política que, entre outras reivindicações, prevê o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, limite para doação de pessoa física para partidos, eleição para o Legislativo em dois turnos - primeiro a definição do número de cadeiras por partido e depois a escolha dos candidatos de cada lista partidária, além de mais liberdade de expressão dos cidadãos em relação ao debate eleitoral. Para que a proposta seja oficialmente apresentada ao Congresso e comece a tramitar, é preciso o apoio de 1% do eleitorado do país.

Já o Plebiscito Popular busca recolher votos para a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a Reforma Política. A iniciativa é liderada pela Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiro, apoiado por diversas Pastorais Sociais. As coletas de votos acontecem entre os dias 1 a 7 de setembro e a expectativa é reunir 10 milhões de votos em todo o Brasil.


Como posso participar desse movimento?

Participando do Plebiscito Popular para uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político Brasileiro.

Do dia 01 a 07 de setembro, será a semana de votação pelo Plesbiscito Constituinte. Existe a possibilidade do voto online

Obs: Se você votar online, não deverá comparecer na urna, pois caso isso acontecça, os dois votos serão anulados.

Confira as cidades no Rio Grande do Sul que possuem comitês organizados.

Confira as cidades no Rio Grande do Sul que possuem urnas para votação.

Assinando e coletando assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pela Reforma Política.

Como acontece a votação para o Plebiscito Constituinte?


+ informações:

Entenda esse sistema e o porquê a reforma é extremamente importante.

O que nós Maristas temos a ver com isso?

Nossa missão institucional e nosso ideal evangelizador nos aproxima em muitos aspectos das motivações que impulsionam tais movimentos. Em um dos critérios de nossa prática evangelizadora afirmamos ter a realidade como ponto de partida: compreender a realidade que nos cerca é condição prévia para agir a partir das necessidades dos interlocutores e para realizar uma ação evangelizadora eficaz.
A própria definição de evangelização que adotamos vai ao encontro dos objetivos do movimento: “não se trata de demarcar espaços geográficos, mas de atingir e modificar, não de qualquer modo, e sim pela força do evangelho, critérios, valores, interesses, pensamentos e modo de vida da pessoa, da comunidade e da sociedade (...)”.
Como instituição educacional, somos parte da sociedade civil e temos um compromisso com ela. Nossa missão o evidencia: “Evangelizar crianças, jovens e adultos, segundo o carisma Marista, com vistas a formar cidadãos comprometidos com uma sociedade justa e fraterna”. A motivação para que atuemos como Rede, em prol de valores e causas sociais, também está expressa nas Diretrizes da Ação Evangelizadora “(...) em uma sociedade plural e democrática, percebemos que a ação em rede é imprescindível. O paradigma da rede requer ações construídas em conjunto, compartilhando valores e causas. Um exemplo são as lutas sociais por políticas públicas para minorias sociais (2011)”.
A educação evangelizadora que defendemos propõe perceber nossos educandos e estudantes como agentes principais de sua formação, permitindo que participem de atividades que transcendam o âmbito de seus interesses individuais e os possibilitem assumir processos coletivos que despertem a consciência cidadã. Encontramos tais premissas também no Projeto Educativo do Brasil Marista por meio de alguns de seus princípios orientadores: o protagonismo infanto-juvenil como forma de posicionamento no mundo e a cidadania planetária como compromisso ético político.


+ Materiais

Diversos materiais sobre o Plebiscito Constituinte

Conheça o projeto de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas que apresenta uma proposta de representação política mais identificado com a maior parte da sociedade.

Artigo do Frei Betto que contextualiza a Reforma Política