Grupos Maristas do RS

Ata Poética - por Adressa Koetz

Os preparativos para Curitiba se iniciam
Voluntários da Pátria no Colégio Santa Maria
No aeroporto começa a aventura
No avião, a turbulência
Enquanto os comissários servem snacks e refrigerante, o avião tremendo
E todos comendo e sorrindo
Pensei: o avião caindo e ninguém percebendo?
O avião é como o meu país naquele momento
Se tá caindo, eu vou me mexer
Vou me salvar, quero sobreviver!
Eu tô cansada de ninguém fazer nada
Pára este serviço de bordo, pelo amor de Deus!!!
 
O serviço parou
Meu coração então se acalmou
Se alguém percebeu o caos, ainda há esperança de mudança
Na terra e no ar
 
“As pessoas perderam a sensibilidade”, diz a nossa amiga Gabi, de Santa Catarina
Sobre o que ocorreu com o vídeo da atriz Caroline Figueiredo, da MALHAÇÃO
Postado no dia 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara
Ela só se expressou e foi condenada por isso
Bárbara foi à repressão que ela sofreu
Concordo claro, que as pessoas perderam uma porção de sensibilidade
Mas desejo poder discordar
É por isso que aqui venho deixar
A contribuição que tenho a dar
Que sejamos sempre heróis de nós mesmos
Vencer na vida não significa competir com ninguém
Você tem que se auto-superar e ir além
Você tem que ser melhor que você mesmo
Não é ver o Super-Homem na TV acomodado na poltrona com ar blasé domingo à tarde
Ser humano com apreço é ser super-homem ao avesso
A briga interna é a única que reverencio e reconheço como sendo de verdade
Brigar para fora é fácil
É força, covardia, arrogância, superficialidade
A auto-superação é que é auto-fidelidade
Para encontrar a terra certa para germinar
É preciso uma compreensão muito grande da sua semente
Analisar sinceramente o dentro
 
Paramos para ver um quadro abstrato no loft do hotel
“Pode ser um pássaro, um cavalo, um bailarino
“Ou você de cabelos voando e braços abertos”, Edu me diz
“Adressa estou encantado com a sua beleza”
Ao que respondo:
“Edu Planchet, agradeço o elogio, mas você já é um ser encantado por natureza!”
 
PARABÉNS, ALUNOS MARISTAS, ESTRELAS DO VESTIBULAR 2010!
Vejo escrito no cartaz do ponto de ônibus a caminho do colégio
E reitero por mim mesma os PARABÉNS a todos vocês!
O auditório é lindo, a sala de professores é o nosso camarim
Chega à galera da banda ANACRÔNICA
Dyogenes, da organização, nos fala sobre o Congresso
Estamos juntos nesta busca
Do despertar do protagonismo juvenil
Questões religiosas, políticas e sociais
Vão ser debatidas e revertidas em ação
Temos jovens do país inteiro unidos nesta vibração
Desejo de amor e compaixão plena
 
Neste Congresso, de corações conectados,
“Vamos ser subversivos no melhor sentido!
Ninguém foi mais subversivo que Jesus!”“, diz meu amigo Tico Santa Cruz
Ainda na sala-camarim, vejo uma caneca pendurada na copa dizendo assim:
“EU TENHO ATITUDE. NÃO TOMO EM COPO DECARTÁVEL.”
Após a mensagem louvável, olho para mim e reconheço o erro
Eu estou com um copo descartável na mão
“Não é tão grave porque eu já o reaproveitei,
Tomei café no mesmo copo que tinha tomado Coca-cola!”
(Isto já ajuda já me alivia, claro que só um pouco, mas com o pouco de cada um sendo feito, logo o muito necessário vira pouco, não é verdade?)

Luís Felipe Leprevot, voluntário amado
Chega curioso e pergunta, ao meu lado:
“Você ainda faz esta ata poética?
Vai ser a responsável pela biografia desta estória!”
Tico apresenta o encontro:
“Espero que vocês gostem, participem e se divirtam!”
Se os dias vêm e vão
Por isso me vejo aqui
De novo em Curitiba com meus amigos
Fazendo este trabalho que se renova a cada dia
Chega a doer de alegria o prazer que dá ouvir boa poesia, né, Gabi?
Diga SIM a quem nos quer acolher
Mas se for para nos prender, diga NÃO

Tavinho Paes alerta que DEUS só dá as coisas que sirvam para todos e ao mesmo tempo
DEUS nos deu de presente o tempo
Você desejaria que o dia tivesse 29 horas?
O que você faria com as 5 horas restantes?
Será que 24 horas não são o bastante?
Aproveite bem o seu tempo
A cada escolha, a cada passo
Que cada decisão seja bem pensada
Pois você estará construindo a escada
Rumo ao encontro do seu destino
Que se desenhará ao longo desta vida caminhada
Fique atento: “O tempo não pára!”, diz Betina Koop
Nossa corpinturada menina-serpentina
‘Só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas’

Pedro Poeta convoca:
“Jovens senhoras e senhores, vamos nos sentar e
“Conversar humildemente sobre o amanhã”
Depois de Cazuza, agora Lenine, na voz de Glad, reafirma que o tempo não pára
Afinal a vida é tão rara
A vida não pára, não
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós…
O que nós estamos esperando?
O que temos a oferecer?
Será que é tempo que nos falta para perceber?
E quem quer saber?
O TEMPO NÃO PÁRA!!!
Ele dispara
Então vamos sair em disparada
Rumo aos nossos sonhos e afetos

Falando em tempo
Precisamos organizar o nosso tempo aqui esta noite
Para lançar no devir uma prática transformadora
Este é um ano de eleição
Vamos escolher novamente nossos representantes
Somos apartidários, não somos apolíticos
Todo ser humano é político e toda contribuição é relevante
Principalmente no fatídico instante da votação
Há pouco tempo, os Voluntários estiveram na PUC aqui de Curitiba
Que tem ao lado uma comunidade carente
Uma aluna levantou uma questão interessante
Não basta prevenir o assalto no Campus da faculdade
O que mais vale são os corações conectados
A faculdade se aliar à comunidade
Para entender as reais necessidades e buscar fazer sua parte
Ter segurança não é se livrar de um assalto
A solução tá mais além, o vôo é bem mais alto…

Pedro, de Maceió, vem ao microfone
Stephanie, em seguida
Maíra, de Belém, vai falar também
Agora Natália, carioca, fala da sua cidade
Da disparidade entre os apartamentos de dois milhões de reais
Contrastando com as favelas atrás
Quando a gente vira as costas para as nossas responsabilidades políticas,
Alguém vai assumir este lugar e a gente pode não gostar do resultado
A representante do Rio Grande do Sul vem lembrar
Que um jovem que tá na rua pode ser uma grande pessoa e a gente tem que ajudar
Daniel, de São Paulo, ilustra com um exemplo ocorrido
Ao ver alguém com fome na rua, fez questão de ter seu lanche dividido
Considerou a causa justa
AME AO OUTRO COMO A TI MESMO
De acordo com esta máxima, vivo
E almejo que todos possam fazer o mesmo

Igor, xará do nosso querido voluntário bipolar Igor Cotrim, deixa seu recado
Depois Artur, agora Amanda, aqui de Curitiba
Nosso amigo Rafael, de Florianópolis, atenta para a realidade do morro
Dos seus amigos que estão na boca de fumo
Por falta de perspectivas no futuro
Agora Alexander, do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, em seguida Tico levanta o paradoxo
Do combate estúpido existente entre o policial que repreende o tráfico e o traficante que vende
O dinheiro não circula entre eles
Como as armas chegam aqui?
Não é pela cegonha…
A maior facção de Crime Organizado que existe no Brasil chama-se Congresso Nacional
Os produtos maravilhosos, o tênis da hora e os óculos caros, como disse o Rafael
São mostrados na TV a toda hora para ricos e pobres
Os ricos podem comprar
Os pobres vão arranjar um meio de conseguir
Aí entra a violência
Ou vai haver uma mudança de valores profunda que só a educação vai proporcionar
Vem Lucas, educador, este ponto destacar

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Quem acredita, sempre alcança!
E aquela criança, adormecida dentro de você, cheia de esperança?
Vamos acordá-la logo
Pois da vida medíocre, ela rápido se cansa

Lá em Ponta Grossa, num lugar chamado Buraco do Padre,
O Tico conheceu numa cachoeira a banda ANACRÔNICA
O que será de mim? O que será de você, se o futuro pode estar guardado na imaginação?
“Depende da gente”, diz Sandra, a vocalista
Visitem: www.myspace.com/bandaanacronica

O momento POESIA PARA DEGUSTAR vai começar
Fernando Pessoa é o primeiro que vamos provar
Dois Quintanas recitados pelo público
Rubens Antonieto, poeta português, para continuar

Agora Edu Planchet brada
Clama nossa atenção para as ternas batidas do coração das borboletas
Com as mãos para cima, vamos extravasar AMOR, AMOR, AMOR
Que a nossa meta não seja utopia
Seja uma busca traçada dia a dia com ardor
Rumo à alegria.