Grupos Maristas do RS

Montagnes de hoje

Mística da PJM,

“Sem utopia a vida não vale a pena, nem a alegria.”
                                             Dom Pedro Casadáliga

São Marcelino Champagnat, ao tomar conhecimento da deplorável situação de um jovem no leito de morte, sem ter os mínimos conhecimentos das verdades de fé, prontamente sente a necessidade de reunir um grupo de pessoas que se dedicasse a tantos jovens que pudessem estar nas mesmas situações. Esse fato, que marca o início do Instituto Marista, poderia ter sido encarado pelo Pe. Champagnat apenas como “mais um” entre tantos, porém foi determinante para a mudança do seu Projeto de Vida, da concretização daquilo que vinha rabiscando e elaborando há tempo!

Os valores adquiridos já no berço familiar permitiram que o Pe. Champagnat abrisse os olhos para o outro, para o diferente e dele fizesse a razão do seu próprio existir. A maneira como introjetou essas atitudes de ser e viver, encantou outras pessoas que se tornaram os seus seguidores e difundiram o seu pensar pelos quatro cantos do mundo, em diferentes situações sociais, culturais e étnicas.

Jovens Montagnes são encontrados atualmente em praças públicas, nas ruas, na casa de ricos e pobres, em Centros Sociais e nos maiores Colégios. Sim, o jovem que o Pe. Champagnat prontamente visitou e teve em seus braços, está convivendo atualmente em nosso meio. Alguns jovens são desprovidos de recursos financeiros, sem o básico para sobreviver. Outros são pobres de carinho, afeto, escuta e compreensão. Algum deles podem estar neste momento ao seu lado. Pare! Observe! Abra os olhos e o acolha-os em seus braços, pois é de um olhar atento que estão precisando.

Na Mística da PJM, a descoberta da questão social acontece no processo de Amadurecimento da Fé. Abrir os olhos para aqueles que mais precisam, os desprovidos do essencial, nos torna mais humanos, mais cristãos, mais jovens preocupados com a construção de um mundo justo e fraterno, no qual o ser possa dar lugar ao ter e parecer.

Adolescentes e Jovens, o Pe. Champagnat nos deixou uma bonita lição de amor e quer que cada um de nós continue essa caminhada. A construção da Civilização do Amor acontece hoje e agora nas relações que eu construo comigo mesmo, com os outros, com a natureza e com Deus. Há um longo caminho a ser trilhado, e é na força dos adolescentes e jovens que ele vai se concretizar.

Como sugestão, pode-se aliar o estudo/trabalho do texto com os elementos da música Coração Civil do Milton Nascimento.

Coração Civil
Milton Nascimento

Quero a utopia, quero tudo e mais

Quero a felicidade nos olhos de um pai

Quero a alegria muita gente feliz

Quero que a justiça reine em meu país

Quero a liberdade, quero o vinho e o pão

Quero ser amizade, quero amor, prazer

Quero nossa cidade sempre ensolarada

Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil

Me inspire no meu sonho de amor Brasil

Se o poeta é o que sonha o que vai ser real

Bom sonhar coisas boas que o homem faz

E esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?

Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter

Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida

Eu viver bem melhor

Doido pra ver o meu sonho teimoso,um dia se realizar

Texto: Ir. Jader Henz | Equipe Provincial da PJM, Coordenador de Pastoral e Assessor da PJM no Colégio Marista São Luís.