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Pesquisa #juventudeconectada

Sobre Juventudes,

Fonte: Gife 

Pesquisa Juventude Conectada revela hábitos e expectativas do jovem na era digital.


Idealizada e coordenada pela Fundação Telefônica Vivo e realizada em parceria com o IBOPE Inteligência, Instituto Paulo Montenegro e Escola do Futuro – USP, a pesquisa Juventude Conectada foi lançada durante o último RIA Festival 2014, evento que propõe reflexões sobre as transformações e oportunidades na era digital.
O estudo teve como proposta entender o comportamento do jovem brasileiro em tempos de conectividade. Os dados, que começaram a ser levantados em maio de 2013, apontam para um cenário de intensas transformações, trazidas pela tecnologia na vida dos jovens. A pesquisa foi dividida em quatro eixos: comportamento, empreendedorismo, educação e ativismo.
A maioria da juventude brasileira conectada é crédula e confiante na importância da internet no apoio ao empreendedorismo juvenil. De um modo geral, o jovem brasileiro conectado mostra-se entusiasmado frente ao potencial da internet no desenvolvimento de projetos, no estímulo à inovação e no desenvolvimento da carreira profissional.

Ativismo e a #juventude conectada.
As recentes manifestações de junho de 2013 desenharam um novo perfil da juventude brasileira. Muitos experimentaram, pela primeira vez, as sensações, a potência e as promessas de mudança nascidas da mobilização nas ruas, dos gritos em uníssono e do rompimento das barreiras e do isolamento cotidianos.

Fenômenos recorrentes em várias partes do mundo nos dias contemporâneos, as mobilizações – especialmente as juvenis – mediadas pela internet, não se deixam, contudo, captar e serem interpretadas com facilidade. Pelo contrário, revelam facetas ainda desconhecidas do comportamento dos jovens e surpreendem os pensamentos afeitos à tradicionalidade dos focos nas instituições e práticas socialmente consagradas da representação e da canalização dos anseios políticos e cidadãos.

De fato, o que a juventude conectada brasileira revelou ao longo da pesquisa empreendida foi o seu largo desinteresse pela política presente e constituída no seu dia a dia. Entre os mais diversificados temas acessíveis pela internet, a política está entre os que menos despertam a atenção, o interesse e o apreço do jovem internauta.  Coerentemente, está também entre os assuntos menos preferidos para a criação, postagem e compartilhamento de conteúdo.

Porém, a adesão dos jovens às mobilizações sociais veio revelar que a sua apatia e o seu distanciamento se dão, em realidade, como rejeição às práticas e às instituições constituídas e socialmente estabelecidas nos partidos, nos sindicatos, nas eleições. Para além do esgotamento deste modelo tradicional de se fazer política - que não sabe sequer dialogar com a juventude, com seus anseios, sonhos e projetos -, existe, contudo, a rua. E aí o jovem internauta brasileiro pode encontrar um novo espaço de experimentação do seu ser político e da construção da sua cidadania.

Observou-se que a maioria dos jovens brasileiros conectados foi às ruas (57%), fenômeno esse que se revelou ainda mais intenso nas capitais de todo o País (61%). do total dos internautas juvenis, 35% utilizaram ferramentas da web 2.0 para promover e participar das mobilizações sociais recentes. Fica, portanto, evidente que a internet, ou ainda mais precisamente, a relação da juventude conectada com a internet, tiveram papel preponderante na organização e na viabilização desta ordem de mobilizações sociais.

A pesquisa também aponta para um cenário fortemente impactado pelo acesso amplo e intensamente frequente dos jovens à internet, que vem impor a ordem e os sentidos da absoluta urgência da transformação dos processos educacionais.
Enquanto, por um lado, os alunos passam a ter acesso expandido, praticamente ilimitado e extremamente diversificado às informações sobre os fenômenos do mundo, por outro, esses mesmos jovens não podem prescindir do apoio e da mediação dos professores para a construção crítica do pensamento, da ética, da cidadania e do discernimento capaz de lhe conferir autonomia e protagonismo enquanto sujeito.

Confira a pesquisa completa e entenda o contexto e seus diversos desdobramentos.