Grupos Maristas do RS

Acompanhar é...

Mística da PJM,

Estar junto, ir ao encontro do outro, ter sentimentos de acolhida, serviço, alegria de contribuir...
Acompanhar é tanta coisa, que na própria origem da palavra já se diz “partir o pão com...”.

Maria tinha muitas atitudes do acompanhamento presentes na sua vida. Podemos tentar compreender o acompanhamento a partir da visita de Maria a Isabel durante sua gravidez.

 

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”... Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa. (Lc 1, 39-56)

Por que relacionar esse fato ao acompanhamento? Porque após assumir sua missão, Maria colocou-se a caminho para a casa de sua prima Isabel apressadamente, para partilhar sua alegria e para estar junto dela que poderia precisar de ajuda, necessitando que estivesse próxima, perto. Este às pressas não expressa estresse, mas sim, uma vontade grande de estar junto, de pôr-se a serviço, de acolher e partilhar, de aproximar-se, conhecer a realidade, de não perder tempo. À luz desse encontro, portanto, cultivamos relações e sentimentos presentes no ato de acompanhar.

Maria, mesmo estando grávida, partiu para uma longa viagem, pois na época não havia as estradas e os meios de transporte de hoje. Possivelmente não foi uma viagem fácil, principalmente por causa de sua gravidez. Por isso, não é fácil compreender o que levou a fazer essa caminhada, assim como Isabel também não compreendeu o motivo daquela visita inesperada de Maria, principalmente por que ela seria Mãe do seu Senhor. Mas Maria, compreendendo a necessidade de estar com Isabel naquele momento, ficou com ela durante os três meses que faltavam para Isabel dar à luz João Batista (cf. Lc 1, 60-63).

Essas atitudes presentes nessa visita nos remetem aquelas que devem ser premissas no acompanhamento: encontro, acolhida, presença.

Ir ao encontro requer conhecer a necessidade do outro, aproximar-se, estar junto. A acolhida fala da necessidade de não ir fechado, com preconceitos ou já estabelecendo posicionamentos. Necessita de abertura para o estabelecimento de uma relação próxima. A presença como atitude garantida não só na palavra, mas no estar próximo para fazer escuta, para ter olhar atento que não distancia, contribuindo para uma ajuda mútua e para o reconhecimento desse ato como serviço, tendo a alegria presente nesse serviço.

Nesse período do Advento, recordamos as visitas de acompanhamento que fizemos nas Unidades, nos aproximando das PJM locais, escutando, olhando, nos sensibilizando e colocando-nos a serviço e à disposição para contribuir com essas realidades. Nas visitas tínhamos essas atitudes como impulsionadoras para garantia de um processo integrador em que o acompanhante e o acompanhado tornam-se complementares na vida de um e do outro.

Texto: Karen Theline Silva | Assessora da Coordenação de Pastoral

Confira as imagens que refletem um pouco das visitas feitas as Unidades que possuem grupos da PJM. As visitas fazem parte do processo de acompanhamento da PJM.