Grupos Maristas do RS

Promessas de Champagnat

Mística da PJM,

Frequentemente, quando ouvimos a palavra promessa, talvez por um descuido ou mecanização, logo a assemelhamos com sacrifício ou penitência, entretanto na palavra promessa está subentendido um conceito muito maior, o qual condiz muito mais com realização, alguma coisa que dá motivo para determinadas esperanças.

Há 200 anos, Padre Marcelino Champagnat, quando era somente um jovem menino, indignado com o modo como era a educação em seu tempo, com os interlocutores da mesma, e como eles passavam isso aos alunos, prometeu para si mesmo que seria um defensor da educação, se empenharia no cuidado de crianças e adolescentes - foi sua primeira aposta na juventude.
Com esse ambicioso desejo, o menino Marcelino, ainda no Seminário de Verrières, ao ser expulso, em decorrência das suas dificuldades de aprendizado, não esqueceu o chamado do padre que o convidou a seguir a vocação. Mostrou-se capaz e simples. Determinado a atender o pedido de Deus, Marcelino concretizava, então, mais uma de suas promessas: "Deus o quer".

Em 1816, já em outro seminário, juntamente com seus colegas seminaristas, estudavam a possibilidade da criação da Sociedade de Maria, todavia Marcelino insistia na inevitabilidade de introduzir também um viés não sacerdotal, e sim de Irmãos voltados às escolas, catequeses e missão.
Acontece a Promessa de Fourvière, considerada o marco da fundação da Sociedade de Maria, 12 novos padres, que haviam concebido e se comprometido com a criação da Sociedade de Maria, celebram uma missa no Santuário de Nossa Senhora de Fourvière e assinam a promessa.


                         Interior do Santuário de Nossa Senhora de Fourviére,
                         onde aconteceu uma das promessas de Champagnat 

Ouça o áudio da promessa

O padre Marcelino é chamado à casa de um carpinteiro em Les Palais, povoado próximo a La Valla, para atender o jovem João Batista Montagne no leito de morte. Surpreendeu-se ao ver que o rapaz de 16 anos ignorava as verdades religiosas.
Pacientemente, expressou-lhe toda a solidariedade e preparou-o para morrer.
Esse fato convenceu Marcelino de que não havia mais tempo para esperar.
Era preciso agir. Decidiu fundar o Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria ou Irmãos Maristas.
E, assim, concretiza-se sua promessa a qual dura até hoje, construída, mantida e realizada dia após dia, por nós.

Para reflexão:
- Somos capazes de fazer uma promessa?
- Que promessas eu faço?

Sugestão de dinâmica: assim como Champagnat fez sua promessa, qual será a promessa que o grupo poderá assumir? Após escrevê-la, que cada Participante possa assiná-la como sinal de compromisso.

Referências bibliográficas: maristas.org.br/infografico/timeline

Texto: Angelina Fonseca | Animadora no Colégio Marista Imaculada e membro da Equipe Provincial da PJM 2016.