Grupos Maristas do RS

Grupo | Espaço de crescimento

Mística da PJM,

As juventudes de diferentes culturas, classes sociais, credos, cores e estilos clamam por seu espaço na sociedade.
Por vezes, percebemos que encontram inúmeras dificuldades de serem vistas enquanto jovens que são.
Durante décadas e até, por que não dizer, séculos, as crianças eram vistas como adultos em potencial.
O/a jovem, por sua vez, como o futuro de um país. O/a adulto/a como alguém que eleva a economia de uma nação, alguém capaz de produzir os bens necessários para o desenvolvimento de um país. O/a idoso/a, apenas alguém que está à espera do final da sua vida.
Olhando para esse cenário, percebemos que em todas as fases da vida havia lacunas, “gaps” que não possibilitavam ao ser humano ser autêntico naquilo que de fato ele é, naquilo que está vivendo.
Profundas crises existenciais se desencadeiam a partir dessas situações.

A Pastoral Juvenil Marista acredita no potencial dos/as adolescentes e dos/as jovens, na necessidade que esses/essas têm de encontrar o seu espaço na sociedade, de exercer a sua cidadania. Na vivência grupal, o/a adolescente e o/a jovem têm a possibilidade de se tornar protagonista da sua história, vivendo o seu projeto de vida como sujeito autônomo e construtor da sua caminhada. Essa competência é desenvolvida a partir da metodologia de formação integral que a Educação Marista tem como princípio e se dá, de modo mais intencional, na vivência grupal da PJM.

A formação integral engloba as dimensões da pessoa, e seus diversos processos possibilitam a construção da identidade juvenil. Responder “quem sou eu?”, “para que eu existo?”, “quem é o outro?” e outras tantas perguntas que a própria vida nos faz apenas é possível por nos relacionamos com outras pessoas. Há dentro de nós um princípio que nos move ao diálogo, ao relacionamento, à participação, ao encontro com o outro.

A necessidade de descobrirmos “O diferente” que existe em cada pessoa. Quando me descubro em mim, já sou eu em ti e tu em mim! Distantes muitas vezes, ausentes nunca, jamais é tarde para o encontro, para a conversa. “Um tempo sem fronteiras, fantasias pelo ar, o mundo é meu, é só deixar”(Flávio Vezzoni).

Esse processo de crescimento social e espiritual se dá de forma sistêmica, respeitando a fase e o ritmo de cada grupo e indivíduo. Escutar as necessidades e provocar novas perguntas para essa mesma realidade faz com que tomemos consciência do nosso lugar no mundo e daquilo que somos.

Jesus de Nazaré formou comunidade com os discípulos, escolhendo, em meio a inúmeras possibilidades, 12 que pudessem lhe acompanhar no seu dia a dia. Os doze foram designados para estar com Ele e, depois, serem enviados a pregar, a curar e a apresentar Jesus ao mundo. Antes de saírem em missão, contudo, Jesus passou muito tempo com eles, preparando-os e instruindo-os para esse trabalho.

Outro personagem que nos inspira na vivência grupal, comunitária, é São Marcelino Champagnat. Em 1817 formou a primeira comunidade com dois jovens, desprovidos de qualquer tipo de conhecimento intelectual, vindo de famílias pobres e estranhos um ao outro. Essa experiência muda a sua vida e muda, principalmente, a vida de ambos os jovens que juntos cresceram humana e espiritualmente. Tornaram-se Irmãos que, por consequência, formaram novos grupos para a vivência em comunidade.

Sendo assim, torna-se tão importante a participação e o envolvimento do/a adolescente e do/a jovem em grupos de referência, seja de esportes, de música, de estudos, teatro, grupos de jovens... é a “turma” que marca as juventudes.
Esse espaço preenche os vazios que julgamos já ter conseguido alcançar. O grupo reproduz uma sociedade em miniatura. É um laboratório de sociedade, espaço de participação, de individualidade e coletividade pedagógicas na nossa formação. Desacomoda, projeta, conquista.

Subsídios que podem auxiliar na reflexão grupal
- Para pensar, refletir e tentar encontrar respostas
- Quem eu era antes de participar da PJM?
- Quem eu sou hoje?
- Qual a influência que diferentes grupos exercem na minha vida?

Texto Bíblico
[Lc 2, 39 - 40. 51 - 52]
Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

Vídeo
TED – A aparência não é tudo.
Acredite em mim, sou uma modelo. [Cameron Russel]
               
A partir do vídeo:
- Quais os estereótipos de jovem que a sociedade projeta?
- A vivência grupal nos ajuda a ser diferentes?
- Como?

Texto: Ir. Jader Henz | Equipe Provincial da PJM 2016 e vice-diretor do Colégio Marista São Francisco