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PEC 241 é injusta e seletiva, afirma CNBB

Papo Cabeça,
Durante entrevista coletiva, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestou-se veementemente contra a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241). O texto estabelece um limite para os gastos públicos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura, segurança e funcionalismo pelos próximos 20 anos.
 
Em nota oficial divulgada à imprensa, a CNBB afirma que a proposta é injusta e seletiva porque “elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos”.
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Protestos não impediram aprovação da PEC no Legislativo (Foto: Luis Macedo)
Os autores utilizaram documentos da Igreja para reforçar sua posição. ”A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. ‘O dinheiro deve servir e não governar!’ (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).”
 
 
No fim do comunicado, há um apelo para que a população se mobilize contra a aprovação da emenda que já foi legitimada pela Câmara dos Deputados e depende da sanção do Senado Federal.  
 
A nota é assinada em conjunto por Dom Sergio da Rocha - Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger – Arcebispo de São Salvador da Bahia e Vice-Presidente da CNBB e Dom Leonardo Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário-Geral da CNBB.