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Cobertura midiática criminaliza ocupações estudantis

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Atualmente, mais de mil escolas brasileiras estão ocupadas por estudantes que protestam contra a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio. Os protestos estudantis foram silenciados pela imprensa nacional até os últimos fins de semana quando o assunto voltou à pauta por ocasião do segundo turno do pleito municipal e em decorrência da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

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 Aprovação de medidas provisórias desencadeou os protestos (Wilson Dias/Agência Brasil)

A cobertura dos principais veículos de comunicação do país foi tendenciosa. Em sua maioria, as reportagens mostraram os prejuízos da mobilização para a população criminalizando os adolescentes e jovens por estarem exercendo um direito garantido na legislação brasileira.


O portal do Instituto Humanitas Unisinos publicou um texto escrito pela jornalista Marina Pita que evidencia a postura imparcial da mídia. Confira aqui.


Fala da jovem Ana Júlia


A reportagem de Marina também faz referência à fala de Ana Júlia Ribeiro. No fim do mês de outubro, a jovem de 16 anos ocupou a tribuna da sessão da Assembleia Legislativa do Paraná. Emocionada, ela questionou a postura dos deputados perante as ocupações.

“Vocês estão aqui representando o Estado, e eu convido vocês a olharem a mão de vocês. A mão de vocês está suja com o sangue do Lucas. Não só do Lucas, mas de todos os adolescentes e estudantes que são vítimas disso”, disse ela fazendo referência à morte de um estudante durante uma ocupação na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba.


No vídeo abaixo, você confere, na integra, o desabafo de Ana Júlia.