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Ocupações estudantis inauguram novas práticas políticas, afirma cientista política

Papo Cabeça,

O movimento dos secundaristsa que estão ocupando escolas no país é motivada pelo sentimento de que “o público não é do Estado”. Pelo  contrário, “o público é da sociedade”. Assim as instituições de ensino pertencem a população, afirma Rosemary Segurado, doutora em Ciências Sociais.

Para a cientista política, as manifestações rejeitam o modelo atual em que há um abismo entre representantes e representados. “Isso não ocorre somente nos governos, mas em muitas entidades, como nos sindicatos, nos movimentos estudantis, nos movimentos sociais tradicionais, explica Rosemary. 
 

Cerca de 150 escolas foram ocupadas no RS em maio deste ano (Foto: Daniel Dias)
 
 
Segundo ela, as ocupações estudantis estão criando novas práticas políticas. “A ideia é romper com a imagem do movimento que tem um presidente, um vice, um secretário geral e um tesoureiro. Precisamos compartilhar mais as decisões, o desenvolvimento, compartilhar mais as formas de cooperação na organização das lutas sociais”, destaca.
 
Rosemary acrescenta que tal forma de protesto desencadeia redes de participação maiores, além de envolver diversos segmentos e setores da sociedade. “É muito interessante pensarmos que ocupamos o que é nosso: isso é meu porque sou cidadão, porque contribuo com impostos, a escola pública é tão minha quanto de qualquer outra pessoa da sociedade. É uma consciência política recente, nova”, ressalta.
 
No site do Instituto Humanitas da Unisinos (IHU) há a entrevista completa de Rosemary Segurado. Clique aqui e confira.
 
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Fonte: IHU