Grupos Maristas do RS

Movimentos sociais planejam fazer referendo sobre a PEC 55

Papo Cabeça,

 
Sessão que aprovou a PEC 55 (Crédito: Moreira Mariz)

Na semana passada, o Senado aprovou em caráter terminativo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 que limita os investimentos do Governo Federal em áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. Milhares de pessoas saíram às ruas em todo país para protestar contra a medida, g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/12/grupo-protesta-contra-pec-dos-gastos-e-pacote-de-sartori-em-porto-alegre.htmlinclusive em Porto Alegre.

Para Guilherme Boulos, que atua na Frente Povo Sem Medo, a outorga da lei representa retrocedimento. “Essa PEC é o maior retrocesso aprovado no país desde o fim da ditadura militar. Nenhum lugar do mundo se fez isso. É deixar o Estado brasileiro de joelhos para o rentismo financeiro. Ainda mais de iniciativa de um governo totalmente lameado de corrupção, sem legitimidade, fruto de um golpe e de um parlamento desmoralizado, sem autoridade para decidir nada em nome do povo brasileiro", afirmou, em entrevista ao Mídia Ninja.
 

Manifestação na capital gaúcha no dia do outorgamento da nova lei (Crédito: Estêvão Pires)
 
Pesquisas mostram que a medida legitimada contraria a vontade da população. Conforme consulta feita pelo próprio Senado em outubro, 95% dos respondentes desaprovam a PEC 55. Recentemente o instituto Datafolha realizou novo levantamento que apontou mais de 60% de contrariedade à proposta. Diante da oposição popular, os movimentos sociais planejam lutar para a realização de um referendo. “A alternativa é a mobilização. Vamos lutar para que haja um referendo para o povo decidir. Esses 53 senadores que votaram pela PEC não falam pelo povo brasileiro", defendeu Boulos.